Relatório de orientação conjunto do ECDC e o OEDT
Sete intervenções, um objectivam: pôr fim às infecções entre as pessoas que consomem drogas injectadas. Num novo documento de orientação publicado pelo, o ECDC e o OEDT, duas agências da União Europeia, que uniram os seus esforços para identificar sete intervenções destinadas a reduzir e prevenir as doenças infecciosas nesta população vulnerável
Sete formas de reduzir as infecções entre os consumidores de droga injectada: relatório de orientação conjunto do ECDC e do OEDT
Sete intervenções, um objectivam: pôr fim às infecções entre as pessoas que consomem drogas injectadas. Num novo documento de orientação publicado pelo, o ECDC e o OEDT, duas agências da União Europeia, que uniram os seus esforços para identificar sete intervenções destinadas a reduzir e prevenir as doenças infecciosas nesta população vulnerável. Nos últimos anos, muitos países europeus registaram progressos significativos na prevenção das infecções relacionadas com a droga. Porém, o consumo de droga injectada continua a ser uma importante causa de doenças infecciosas em toda a Europa. As intervenções propostas vão desde a distribuição de equipamento de consumo injectável e da realização de análises laboratoriais e acções de vacinação, até ao tratamento das infecções e da toxicodependência. Estas intervenções são mais eficazes quando conjugadas e, de preferência, efectuadas no mesmo local, a fim de maximizar o seu efeito.
No seu relatório de orientação, intitulado Prevention and control of infectious diseases among people who inject drugs [Prevenção e controlo das doenças infecciosas entre pessoas que consomem drogas injectadas], as agências analisam as boas práticas de saúde pública que podem servir de base a políticas eficazes para reduzir as infecções. Entre os vírus comuns transmitidos por via sanguínea incluídos neste grupo figuram o VIH e os vírus das hepatites B e C. Estes vírus são sobretudo propagados através da partilha de agulhas, seringas e equipamentos de preparação das drogas, ou de contactos sexuais não protegidos.
Com o lançamento deste relatório, na reunião de peritos em doenças infecciosas hoje realizada em Lisboa, as duas agências pretendem apoiar os esforços dos países europeus para reduzir os riscos de infecção.
Wolfgang Götz, Director do OEDT, afirmou: «As infecções transmitidas por via sanguínea podem propagar-se muito rapidamente entre pessoas que consomem droga injectada, facto que pode, por sua vez, gerar custos de tratamento elevados, perda de produtividade e sofrimento humano. Uma mensagem essencial do relatório hoje publicado é a de que agora sabemos como prevenir as infecções neste grupo. O desafio que enfrentamos é assegurar que este conhecimento se traduz em serviços eficazes. A Europa ainda pode reduzir mais eficazmente os encargos para a saúde pública decorrentes dessas doenças evitáveis.».
«A prevenção de doenças infecciosas entre pessoas que consomem droga injectada é possível e eficaz – se for adequadamente executada, salienta Marc Sprenger, Director do ECDC. «É por isso que necessitamos de maior cooperação entre todos os sectores da saúde para conquistar a confiança das pessoas que consomem droga injectada e prestar-lhes os serviços de saúde previstos nas nossas orientações conjuntas.»
A publicação conjunta ECDC–OEDT é acompanhada de um resumo intitulado «Guidance in brief» e de dois relatórios técnicos que apresentam uma avaliação completa dos dados disponíveis.
As sete intervenções recomendadas são as seguintes:
EQUIPAMENTO DE CONSUMO INJECTÁVEL: Facultar um acesso gratuito a equipamentos de consumo injectável limpos, incluindo agulhas e seringas esterilizadas, no âmbito de programas polivalentes de prevenção, redução dos danos, aconselhamento e tratamento, executados de forma combinada.
VACINAÇÃO: Levar a cabo acções de vacinação para as infecções que já dispõem de vacinas eficazes, como as hepatites A e B, o tétano e a gripe. No caso das pessoas infectadas com VIH, a vacina pneumocócica é igualmente recomendada.
TRATAMENTO DA TOXICODEPENDÊNCIA: Facultar o acesso ao tratamento, nomeadamente ao tratamento de substituição para os consumidores de opiáceos.
ANÁLISES: Permitir o acesso a análises laboratoriais do VIH, das hepatites C e B e de outras infecções, incluindo tuberculose; assegurar a ligação ao tratamento.
TRATAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS: Disponibilizar os tratamentos antivirais clinicamente indicados para as pessoas infectadas com VIH, hepatite B ou hepatite C. O tratamento da tuberculose é recomendado para casos activos, devendo considerar-se o recurso à terapia profiláctica para os casos latentes.
PROMOÇÃO DA SAÚDE: Levar a cabo uma promoção da saúde centrada em consumos de droga e comportamentos sexuais mais seguros, para que as pessoas tenham mais capacidade de controlar e melhorar a sua saúde.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ESPECÍFICOS: Prestar uma série de serviços, em função das necessidades dos consumidores e das condições locais, como o tratamento da toxicodependência, a redução dos danos, o aconselhamento, a realização de análises laboratoriais e o encaminhamento para outros serviços médicos.
Ligações
Descarregue as orientações do ECDC–OEDT e a publicação «Guidance in brief» no endereço:
www.ecdc.europa.eu ® www.emcdda.europa.eu
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